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A técnica
surgiu no final da década de 70 em São Paulo, quando três ex-operários da
linha de montagem da Volkswagen decidiram abrir suas oficinas. Até alguns anos
atrás, os serviços dos martelinhos de ouro eram utilizados apenas pelas
montadoras e revendedoras, quando os automóveis sofriam pequenos acidentes em
seus pátios. Atualmente, porém, já existem no mercado centenas de oficinas
que executam esses serviços. O processo de consertos por meio do martelinho (e
de outras ferramentas) consiste basicamente em pressionar a lataria por dentro
da carroceria, fazendo a chapa voltar à sua posição original. O amassado cria
tensões superficiais na chapa, e ao pressionar-se nos lugares certos ela tende
a voltar à posição original, desfazendo o amassado. Desde que não ocorram
vincos na chapa (pois estes anulam as tensões originais) e que a pintura não
esteja danificada (com trincas inclusive) essa técnica pode ser empregada. Mas
os especialistas advertem que, para o serviço ficar bom, é necessário
verificar bem quais pontos devem ser batidos ou comprimidos. Caso contrário,
podem surgir trincas ou ondulações na chapa. A grande vantagem é que o carro
fica "original" e em alguns casos é impossível dizer onde estava
amassado.
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